Desta vez vamos prestar alguma atenção à energia que flui por condução para cima e que acaba por alcançar a superfície para proporcionar o conforto desejado.
Este aspeto é importante já que ajudará a decidir qual a solução mais adequada para o projeto em questão. A abordagem será completamente diferente se for uma local de habitação permanente, de um local onde se passe férias algumas semanas por ano ou de um quarto de hotel, onde se pretende nestes últimos dois exemplos maior rapidez de aquecimento.
Numa habitação nova e atual, o aquecimento por pavimento radiante elétrico estará ligado toda a estação de aquecimento (com gestão de temperatura e seus horários) e tipicamente terá pelo menos 3cm de betonilha por cima dos elementos (cabos ou esteiras) de aquecimento elétrico.
Vamos assumir que por cima dos elementos de aquecimento, existirá uma betonilha de regularização de 3cm. Vamos simplificar considerando uma mesma espessura para o revestimento final, seja madeira ou cerâmico/pedra.
Naquilo que tipicamente se faz em obra teremos os resultados para a energia que flui por condução para a superfície de aquecimento, conforme imagem.
Um pavimento em pedra/cerâmico no nosso exemplo conduz mais 38% de energia quando comparado com um pavimento em madeira. Mais energia disponível significa maior rapidez de aquecimento (conforto do utilizador) e logo menores custos mensais.
Neste caso estamos a considerar uma obra de remodelação onde tipicamente existe pouca altura no pavimento ou uma obra nova onde devido à sua especificidade (locais férias, quarto hotel, etc.) se deseja maior rapidez de aquecimento.
Neste exemplo onde se aproximou o elemento de aquecimento (esteira) da superfície teremos os resultados para a energia que flui por condução para a superfície de aquecimento, conforme imagem.
Também neste exemplo é evidente a maior (44%) energia disponível na superfície quando se utiliza um revestimento final em cerâmico/pedra. Também neste caso, mais energia disponível significa maior rapidez de aquecimento (conforto do utilizador) e logo menores custos mensais.
Se por um lado podemos observar mais energia disponível na superfície de aquecimento radiante no caso de existir um revestimento final que seja em pedra ou cerâmico, também podemos observar que existe uma clara diferença entre a solução em obra nova onde se cobre os cabos/esteiras de aquecimento com 3cm de betonilha e a solução onde o elemento de aquecimento está imediatamente por baixo do revestimento final.